15.12.09

P2P na Economia

Como boa parte das redes sociais, o ZOPA foi criado com um objetivo específico: descentralizar a distribuição de crédito e torná-la mais social. Os perfis informam localização, interesses e a taxa de juros preferida pelos que emprestam. Os que recebem publicam seus "projetos" e a taxa que querem pagar.
A grande sacada dos caras foi juntar o modelo P2P com os experimentos que começaram no Grameen Bank. O montante de cada usuário é quebrado em vários lotes de dez libras, que são emprestados pra usuários diferentes de acordo com afinidades de intenção.
Ao incorporar o modelo descentralizado das trocas de arquivo e uma interface de rede social, o sistema procura criar uma rede baseada em relações humanas, o que tornaria o processo de obtenção de crédito mais empático e, segundo o que pretende o projeto, mais confiável.
Os empréstimos ainda são baseados nos sistemas de cartões de crédito e não independem totalmente da economia tradicional.
Mas o surgimento do ZOPA" no primeiro mundo, do KIVA no terceiro e as constantes incursões da NOKIA na troca de dinheiro pode apontar pra novas formas de movimentar a grana.

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6.6.08

Trabalho divertido

A prova de que eu tinha alguma razão ao dizer que Jan Chipchase tem um dos trabalhos mais legais do mundo é que até o Kevin Kelly inveja o cara.

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25.1.08

Ligações perdidas de propósito

Jan Chipchase, alguém que tem um dos trabalhos mais legais do mundo, comenta no último post de seu blog o uso de ligações de celular perdidas intencionalmente. Ele identifica três usos básicos para tal:

  • Pedido de ligação de retorno: Alguém sem crédito ou que não quer gastar liga para outro e desliga, indicando ao outro seu desejo de que este ligue de volta.

  • Significado negociado previamente: Duas pessoas combinam a ação que deve ser executada quando a ligação perdida ocorrer. Por exemplo, uma mãe pode combinar com seu filho que quando ela for buscá-lo na escola ela apenas vai "dar um toque" para indicar que ele deve se dirigir à saída.

  • Relacional: A ligação serve apenas para criar contato entre as partes, nenhuma ação é gerada pela ligação perdida. Algo como acenar para um conhecido à distância.

No post ele indica o artigo The Rules of Beeping: Exchanging Messages Via Intentional "Missed Calls" on Mobile Phones (pdf).

O estudo chama a atenção por dois motivos. Primeiro, por mostrar como tecnologias podem ser "distorcidas" para cumprirem funções não pensadas para elas originalmente (definição de hack - "A Hack is usually a technique used to subvert, misuse or subtly change a program, gadget or mechanism in such a way as to change, or add to, its functionality") e o quão comum é isso. E depois, por mostrar que adaptar tecnologia não é privilégio daqueles que as entendem em profundidade, já que não implica necessariamente em alterações estruturais de hardware ou software.

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