15.12.09

Open Source House



Certos modelos de produção e troca foram desenvolvidos na internet e para a internet. Vimos o virtual emprestar experiências extra-internet pra criar interfaces mais inteligíveis (área de trabalho, arquivos e pastas)
Agora vemos o movimento contrário - já previsto mais ou menos utopicamente: P2P inspirando formas mais "justas" de pegar dinheiro emprestado e o modelo Open Source sendo aplicado a, por exemplo, projetos arquitetônicos.
A casa Open Source quer chegar a um projeto ecologicamente correto, geograficamente significativo e mundialmente acessível. A primeira casa será construída em Ghana, um dos países que mais sofre com a Favelização de que fala Mike Davis. Ou seja, a degradação do espaço pelo crescimento populacional e urbano desenfreado e não planejado, decorrente da gentrificação globalizada.

Marcadores: , ,

P2P na Economia

Como boa parte das redes sociais, o ZOPA foi criado com um objetivo específico: descentralizar a distribuição de crédito e torná-la mais social. Os perfis informam localização, interesses e a taxa de juros preferida pelos que emprestam. Os que recebem publicam seus "projetos" e a taxa que querem pagar.
A grande sacada dos caras foi juntar o modelo P2P com os experimentos que começaram no Grameen Bank. O montante de cada usuário é quebrado em vários lotes de dez libras, que são emprestados pra usuários diferentes de acordo com afinidades de intenção.
Ao incorporar o modelo descentralizado das trocas de arquivo e uma interface de rede social, o sistema procura criar uma rede baseada em relações humanas, o que tornaria o processo de obtenção de crédito mais empático e, segundo o que pretende o projeto, mais confiável.
Os empréstimos ainda são baseados nos sistemas de cartões de crédito e não independem totalmente da economia tradicional.
Mas o surgimento do ZOPA" no primeiro mundo, do KIVA no terceiro e as constantes incursões da NOKIA na troca de dinheiro pode apontar pra novas formas de movimentar a grana.

Marcadores: , , ,

18.1.09

Mais política e Internet

Comentei sobre o uso do Twitter e YouTube feito por Israel na guerra em Gaza. Agora são os palestinos mostrando que entendem as novas regras. A rede de televisão Al Jazeera está disponibilizando vídeos diariamente, sob a licença Creative Commons mais permissiva, apresentando seu lado da história. O movimento é ainda mais interessante ao considerar que a imprensa ocidental vem enfrentando dificuldades de atuar na área devido a restrições impostas por Israel.

A princípio pode-se pensar que essas são as velhas regras de propaganda política e guerra de informação sendo aplicadas dentro de um novo contexto. Isso talvez valha para o caso geral, em que governos e exércitos, que sempre se mostraram devagar para assimilar, aceitar e trabalhar com a nova ordem, estão finalmente entendendo como se faz. Mas algo que chama a atenção nesse caso específico é a licença usada. Se alguém considerar que a forma como as imagens estão sendo apresentadas é tendenciosa, qualquer um, inclusive uma rede de televisão israelense, pode re-editar e re-apresentar as imagens como bem entender. A única restrição é deixar calro que as imagens foram originalmente feitas pela Al Jazeera.

No fim isso não significa que também não haja propaganda embutida nisso, mas fica difícil negar a existência de uma margem muito maior para discussão nesse caso.

Marcadores: , , ,

30.12.08

Política e Internet

Depois de Barack Obama, agora é Israel usando a rede para se posicionar. É possível acompanhar os comentários dos últimos eventos feitos pelo Consulado de Israel nos EUA via Twitter e ver os vídeos dos ataques aéreos pelo YouTube.

Major Avital Leibovich, responsável pelo braço de mídia da Força de Defesa Israelense, declarou que "a blogosfera e as novas mídias são outra frente de batalha, nós temos que ser relevantes lá".

Marcadores: , ,