14.11.07

Homem-bomba no Halo 3

Clive Thompson conta na Wired sua experiência deveras curiosa no Halo 3. Ele diz que, cansado de ser trucidado no jogo por moleques que têm todo o tempo do mundo para treinar e ficarem realmente bons (enquanto ele é um adulto com todas as obrigações de um adulto e que, portanto, não tem tanto tempo para gastar se aperfeiçoando), decidiu adotar uma estratégia não muito bem vista no mundo real: se matar com o objetivo de matar o inimigo, ou guerra assimétrica.

A partir daí ele faz a distinção entre "os que têm" e "os que não têm", e passa a entender um pouco melhor o que leva alguém a dar a própria vida para tirar a de outro.

Instrutivo.

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18.3.07

Tudo o que é ruim é bom pra você

Uma matéria do Fantástico misturou dois favoritos desse blog, Steven Johnson e Silvio Meira, defendendo video games como exercício intelectual, ferramenta de simulação e meio de expressão.

O mais interessante não são as informações nem opiniões em si, nada muito novo para quem acompanha os trabalhos de ambos (Everything Bad Is Good for You, livro em que Johnson defende que cultura popular ajuda a criar pessoas mais espertas, já tem 2 anos), mas sim o fato de essas idéias "revolucionárias" estarem aparecendo agora na grande mídia.

Via silvio meira: dia a dia, bit a bit.

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18.1.07

E quem disse que era pra ser divertido?

Há cerca de duas semanas o video game Super Columbine Massacre RPG!, obviamente sobre o tiroteio promovido por dois adolescentes na escola americana, que deixou 14 mortos (contando com os 2 assassinos suicidas) e 24 feridos, foi retirado da Slamdance Guerrilla Gamemaker Competition. Alegou-se que a ação foi motivada por questões morais, que poderiam ter impacto negativo sobre o festival.

Parecia mais uma daquelas infinitas discussões sobre liberdade de expressão, imoralidade x hipocrisia, etc, etc, etc até que Clive Thompson lembrou em artigo na Wired que video games NÃO SÃO obrigatoriamente entretenimento. Ao descrever o jogo mostrando como a ênfase está na narrativa e não na violência dos gráficos toscos, ele sugere que o ponto de vista da análise deveria mudar de "como é divertido matar e trucidar adolescentes inocentes" para "uma viagem pelas mentes de dois sociopatas". Independente de se concordar com os argumentos ou não, é bom considerá-los pelo menos.

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